Esta condição foi descrita pela primeira vez por James Parkinson, em 1817. É uma doença de progressão lenta, que produz enfraquecimento gradual do movimento voluntário, rigidez muscular e possivelmente tremor.
Essa condição geralmente começa na faixa etária de 50 a 60 anos, sendo os homens afetados um pouco mais frequentemente que as mulheres.
Dentre as características clínicas desse tipo de paralisia estão:
- Acinesia = os movimentos tornam-se lentos e são difíceis de iniciar
- Marcha = festinante, inclina-se para frente para iniciar e ,a seguir, precisa dar passos rápidos e curtos para manter o equilíbrio.
- Postura = de pé a posição do paciente é ligeiramente fletida.
- Fraqueza muscular = os movimentos delicados são os mais afetados, acarretando também uma coordenação anormal.
- Rigidez = a hipertonia acomete todos os grupos musculares ,resultando em uma rigidez difusa. O rosto torna-se imóvel e inexpressivo, como se estivesse com uma máscara, e o piscar menos frequente.
- Dor = pode apresentar-se como câimbras, dores fracas ou agudas.
- Tremor = pode ser uni ou bilateral , em repouso e quando não está apoiado. Geralmente afeta mãos , podendo disseminar para pernas , pode ser agravado por estresse emocional e cessa durante o sono.
- Fala = a voz tende a ficar mais fraca e com menor variação de som.
- Tosse = é incapaz de tossir efetivamente, podendo ter complicações respiratórias.
- Deglutição = o automatismo da deglutição é afetado podendo tender a babar.
- Alterações sensoriais = sensações de grande calor ,com sudorese e aumento local de temperatura.
Uma vez feito o diagnóstico, o tratamento com medicamentos pode ser iniciado e é importante que seja acompanhado de fisioterapia ,para obter o máximo de funcionalidade
Após uma avaliação minuciosa do paciente ( história clínica, condições associadas, exame subjetivo e objetivo) , o fisioterapeuta determinará o tratamento, aproveitando o relaxamento muscular permitido pelos medicamentos. Os maiores objetivos dentro da fisioterapia seriam o iniciar os movimentos, relaxamento, evitar deformidades e , ganhar o máximo de independência possível. É papel do fisioterapeuta ,também , uma vez que encontrará regularmente o paciente, aconselhar e encorajá-lo a buscar sempre a melhora das suas funções e a cuidar de si mesmo.